O PLANO BRASIL SEM MISÉRIA
|
|
|
- Amália Branco Fernandes
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 O PLANO BRASIL SEM MISÉRIA A adoção de uma estratégia multidimensional coordenada, com objetivos e metas claros e mensuráveis, é uma das iniciativas mais importantes dos países que buscam reduzir seus níveis de pobreza. Esse tipo de estratégia, que alinha políticas de diferentes áreas e aproveita as sinergias entre elas, materializou-se no Brasil a partir de 2011, com o lançamento do Plano Brasil sem Miséria. Este texto inaugura uma série preparada pelo WWP sobre o Plano Brasil sem Miséria 1, com documentos que abordam: 1) Visão geral sobre o Plano Brasil sem Miséria; 2) Linha de pobreza e o público-alvo do Plano; 3) Estratégia de busca ativa e focalização; 4) Coordenação intersetorial do Brasil sem Miséria; 5) Articulação entre governo central, governos estaduais e municipais; 6) Eixo de garantia de renda; 7) Eixo de acesso a serviços e Ação Brasil Carinhoso; 8) Estratégia de inclusão produtiva; 9) Estratégia de inclusão produtiva rural; 10) Estratégia de monitoramento do Plano Por seu caráter introdutório, este primeiro texto discorre sobre as condições que possibilitaram a criação do Plano Brasil sem Miséria e sobre algumas de suas principais características. ANTECEDENTES: As condições que permitiram criar o Brasil sem Miséria A existência de um sistema robusto de proteção social, a maturação de programas sociais como o Bolsa Família e o desenvolvimento de ferramentas inovadoras como o Cadastro Único levaram o Brasil a um novo patamar em políticas sociais. Todos esses fatores, aliados a boa dose de liderança e vontade política, proporcionaram solo fértil para a implementação de uma estratégia nacional multidimensional coordenada para a superação da pobreza em todo o território brasileiro. Sistema de proteção social A existência de sistemas públicos de alcance nacional dedicados à provisão universal de serviços gratuitos de saúde, educação e assistência social 2 vem sendo basilar para o enfrentamento da pobreza de um ponto de vista multidimensional no Brasil. O sistema previdenciário, que no Brasil conta com elementos contributivos (seguros, aposentadorias e pensões ligados ao mercado de trabalho formal) e não contributivos (aposentadoria rural) também é imprescindível. 1 Os textos que compõem está série baseiam-se em artigos elaborados pela equipe do Plano para o livro O Brasil sem miséria, publicado em 2014 e disponível no site do WWP. 2 Na República Federativa do Brasil, esses serviços são cofinanciados entre União (ente central), Estados e Municípios (entes locais). 1
2 Somem-se a isso os benefícios socioassistenciais destinados a pessoas com deficiência e idosos de baixa renda e tem-se o sistema abrangente de proteção social brasileiro, que envolve previdência social, assistência social e saúde. Coberturas dos benefícios sociais Tipos de Benefício Inativos* Ativos* Contributivo Não contributivo Benefícios para idosos, pessoas com deficiências Benefícios para pessoas com doenças ou acidentes de trabalho Benefícios da assistência social (idosos e pessoas com deficiência) Seguro desemprego Programa Bolsa Família (*) Inativos ou ativos no mercado de trabalho Programa Bolsa Família e Cadastro Único Até o começo do século XXI restava no Brasil um grupo que, além de não ter uma cobertura mínima de renda, em certa medida também encontrava dificuldades de acesso aos sistemas universais de saúde e educação. Eram os adultos pobres em idade ativa e, por conseguinte, seus filhos. A partir de 2003, com a criação das transferências de renda condicionadas do Programa Bolsa Família, essa parcela da população até então desassistida pouco a pouco passou a contar com cobertura, à medida que o programa se expandiu. A participação no programa, além de complementar a renda das famílias participantes, reforça o acesso a serviços de educação e saúde, em razão das condicionalidades. Isso requer forte articulação entre as áreas de assistência social, educação e saúde, não só em nível federal, mas também em todos os estados e municípios brasileiros. Dadas as suas características de articulação intersetorial e federativa, o Bolsa Família foi paradigmático para a concepção e implementação do Plano Brasil sem Miséria. Além disso, a expansão do Bolsa Família impulsionou a cobertura e o aprimoramento técnico do Cadastro Único, que é a principal ferramenta para o mapeamento da pobreza e para a identificação e seleção de beneficiários das ações do Plano. Compromisso político e institucionalidade Por fim, mas não menos importante, a implementação de uma estratégia ousada, de grande escala e abrangência nacional como o Plano Brasil sem Miséria não seria possível sem grande vontade política. A firme determinação da presidente da República foi fundamental não só para garantir o engajamento de todos os ministérios, mas também o dos estados e municípios, bem como da sociedade civil, do setor privado e da academia. 3 O programa transfere recursos mensalmente a uma conta simplificada, geralmente aberta em nome da mãe. As famílias participantes assumem o compromisso de manter os filhos frequentando a escola e de fazer o acompanhamento de saúde de crianças e gestantes (condicionalidades). 4 O compromisso foi colocado inclusive no slogan do governo federal entre 2011 e 2014: País rico é país sem pobreza. 5 Decreto n 7.492, de 2 de junho de
3 Um decreto presidencial criou o Plano Brasil sem Miséria. Para coordená-lo em nível nacional, foi constituída uma estrutura dentro do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome: a Secretaria Extraordinária para Superação da Extrema Pobreza. O público prioritário era a população em situação de extrema pobreza em todo o país, definida a partir de uma linha estabelecida no decreto que criou o Plano (atualmente a linha é de R$ 77,00 por pessoa da família por mês). O objetivo era a superação da extrema pobreza no Brasil. CARACTERÍSTICAS DO BRASIL SEM MISÉRIA Multidimensionalidade: os eixos do Brasil sem Miséria A pobreza se manifesta de múltiplas formas além da insuficiência de renda, incluindo insegurança alimentar e nutricional, baixa escolaridade, pouca qualificação profissional, fragilidade de inserção no mundo do trabalho, acesso precário à água, energia elétrica, saúde e moradia, entre outras. Superar a extrema pobreza requer, portanto, a ação intersetorial do Estado. Por isso o Plano Brasil sem Miséria foi organizado de maneira multidimensional, em torno de três eixos de atuação. O primeiro deles é dedicado a proporcionar um rendimento mínimo estável ao público alvo do Plano. O segundo envolve esforços de inclusão produtiva, para oferecer, na cidade e no campo, oportunidades de qualificação, ocupação e geração de renda. O terceiro eixo diz respeito à melhoria do acesso a serviços públicos especialmente em educação, saúde e assistência social, direcionando a expansão das redes de serviços para as áreas com maior incidência de pobreza extrema. Várias das políticas que compõem os três eixos se articulam, potencializando seus resultados. MAPA DA POBREZA Busca Ativa Aumento de capacidades e oportunidades Garantia de Renda Inclusão produtiva urbana e rural Acesso a serviços públicos Melhoria da renda Aumento do bem-estar 3
4 O Brasil sem Miséria envolve o trabalho de 22 ministérios, além de todos os estados e municípios brasileiros 6, que juntos executam as cerca de 100 ações do Plano, em vários casos contando com a parceria do setor privado e do terceiro setor. Diretrizes das ações que fazem parte do Plano Para tirar rapidamente milhões de pessoas da pobreza extrema em todo o território nacional, a maior parte das ações e dos programas do Plano Brasil sem Miséria seguem as seguintes diretrizes estratégicas: Priorização do público extremamente pobre, garantindo que as políticas chegassem a essa parcela da população (porém sem deixar de lado famílias pobres ou de baixa renda, vulneráveis à extrema pobreza); Atenção às especificidades da população pobre, que requer cuidados diferenciados (para evitar que seja afastada ao invés de incluída em serviços não adaptados à sua realidade); Larga escala, considerando o número de pessoas em extrema pobreza que havia no Brasil no início do Plano; Alcance nacional, mas com destaques regionais (levando em conta as especificidades de cada região); Pactuação federativa, com adesão formal de todos os estados e presença de ações do Plano em todos municípios do país; Adoção de formas simples de execução e financiamento de políticas públicas (incluindo execução direta pelo governo federal, como no caso do Pronatec, e transferências fundo a fundo para execução pelos municípios, como no caso do Acessuas Trabalho e da ação de creches do Brasil Carinhoso), de modo a facilitar o trabalho de estados e municípios e permitir rápida implementação e resultados efetivos; Adoção de metas claras, com acompanhamento e monitoramento intensivos, possibilitando eventuais correções de rumo e transparência dos resultados para prestações de contas à sociedade. Inclusão de programas novos e pré-existentes A construção do Plano Brasil sem Miséria partiu do acúmulo de políticas e ferramentas desenvolvidas anteriormente, dando continuidade a experiências de sucesso na redução da pobreza, que foram ampliadas, revigoradas e articuladas a outras ações. É o caso do Programa Bolsa Família, do Cadastro Único, do Programa Mais Educação e do Programa Luz para Todos. Mas o Plano também trouxe novos programas, como é o caso das lanchas e equipes móveis da assistência social, dos cursos de qualificação profissional do Pronatec, do Programa Água para Todos e do Programa Bolsa Verde 7. Busca ativa Para ir aonde a pobreza está, em vez de esperar que os mais pobres venham ao poder público demandar benefícios e serviços, o Plano Brasil sem Miséria lançou mão da estratégia de busca ativa, por meio da rede de assistência social presente em todo o país. Isso representou uma importante mudança na postura do Estado brasileiro em relação aos mais pobres. 6 São 26 estados, mais o Distrito Federal, e municípios. 7 Para saber mais sobre esses programas, ver os textos da série sobre os eixos do Plano Brasil sem Miséria. 4
5 Monitoramento intensivo Nas atividades de coordenação do Plano Brasil sem Miséria, a Secretaria Extraordinária para Superação da Extrema Pobreza adota um modelo de monitoramento intensivo de ações, por meio de salas de situação e sistemas informatizados de suporte, em articulação constante não só com as diferentes áreas da administração federal, mas também com estados, municípios e sociedade civil. Criou-se assim uma espécie de fast track de gestão de restrições, facilitando a superação de obstáculos e gargalos na execução das ações do Plano. Este texto é baseado nos seguintes artigos: CAMPELLO, Tereza; MELLO, Janine. O processo de formulação e os desafios do Plano Brasil sem Miséria: por um país rico e com oportunidades para todos. In: CAMPELLO, Tereza; FAL- CÃO, Tiago; COSTA, Patricia Vieira da (Orgs.). O Brasil sem miséria. Brasília: MDS, COSTA, Patricia Vieira da; FALCÃO, Tiago. Coordenação intersetorial das ações do Plano Brasil sem Miséria. In: CAMPELLO, Tereza; FALCÃO, Tiago; COSTA, Patricia Vieira da (Orgs.). O Brasil sem miséria. Brasília: MDS,
Integração de Políticas Públicas e seus desafios
Integração de Políticas Públicas e seus desafios Rômulo Paes de Sousa Secretário Executivo do MDS Rio de Janeiro, 5 de agosto de 2011. MODELO PRÉ-SISTÊMICO Transição da Política Pública Baseado em programas
O processo de monitoramento do Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional PLANSAN 2012/2015. Brasília, 05 de dezembro de 2013
O processo de monitoramento do Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional PLANSAN 2012/2015 Brasília, 05 de dezembro de 2013 PLANSAN 2012/2015 Por que e como monitorar? O monitoramento do PLANSAN
POLÍTICAS PÚBLICAS: PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA DISTRIBUIÇÃO REGIONAL DE RECURSOS REFERENTE AO MÊS DE ABRIL/2016
1 POLÍTICAS PÚBLICAS: PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA DISTRIBUIÇÃO REGIONAL DE RECURSOS REFERENTE AO MÊS DE ABRIL/2016 SANTOS, Eliane Silva dos 1 Eixo Temático: Política Pública do Meio Ambiente e Segurança Alimentar
Município: GOVERNADOR VALADARES / MG
O Plano Brasil Sem Miséria O Plano Brasil Sem Miséria foi lançado com o desafio de superar a extrema pobreza no país. O público definido como prioritário foi o dos brasileiros que estavam em situação de
Pobreza, Desigualdade e Mudança Social: o legado da Estratégia Brasileira de Desenvolvimento Inclusivo. Paulo Jannuzzi (SAGI-MDS)
Pobreza, Desigualdade e Mudança Social: o legado da Estratégia Brasileira de Desenvolvimento Inclusivo Paulo Jannuzzi (SAGI-MDS) Registros dos avanços sociais e institucionais do MDS e BSM A Coleção Cadernos
O Brasil e os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio
O Brasil e os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio O Brasil avançou muito em relação ao cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e pavimentou o caminho para cumprir as metas até 2015.
Município: OURO PRETO / MG
Município: OURO PRETO / MG O Plano Brasil Sem Miséria O Plano Brasil Sem Miséria foi lançado em junho de 2011 com o desafio de superar a extrema pobreza no país. O público definido como prioritário foi
Redesenho do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil PETI
Redesenho do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil PETI Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome MDS Secretaria Nacional de Assistência Social SNAS HISTÓRICO DO PETI PETI Contexto histórico
Município: TAILÂNDIA / PA
O Plano Brasil Sem Miséria O Plano Brasil Sem Miséria foi lançado com o desafio de superar a extrema pobreza no país. O público definido como prioritário foi o dos brasileiros que estavam em situação de
A Agenda de Desenvolvimento pós-2015 e os desafios para os Governos Locais. Belo Horizonte 26 de Agosto de 2015
A Agenda de Desenvolvimento pós-2015 e os desafios para os Governos Locais Belo Horizonte 26 de Agosto de 2015 Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) Em 2000, durante a Cúpula do Milênio, líderes
A CONSTRUÇÃO DO MAPA DA POBREZA E DO MAPA DE OPORTUNIDADES E DE SERVIÇOS PÚBLICOS
GESTÃO DA INFORMAÇÃO A CONSTRUÇÃO DO MAPA DA POBREZA E DO MAPA DE OPORTUNIDADES E DE SERVIÇOS PÚBLICOS Contextualização: o Plano Brasil Sem Miséria O Plano Brasil Sem Miséria (BSM) é um grande esforço
Desafios e perspectivas do Programa Bolsa Família
Desafios e perspectivas do Programa Bolsa Família Rodrigo Lofrano Coordenador-Geral de Acompanhamento das Condicionalidades Decon/Senarc/MDS Brasília, 19 de agosto de 2015 As três dimensões do Programa
Plano Decenal da Assistência Social: Desafios para os Entes Federados
Plano Decenal da Assistência Social: Desafios para os Entes Federados Proteção Social para todos/as os/as brasileiros/as II Plano Decenal - 2016/2026 CARACTERÍSTICAS DOS PLANOS São técnicos e políticos;
O Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Patrícia Maria de Oliveira Machado
O Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional Patrícia Maria de Oliveira Machado Objetivos da webconferência - Apresentar os marcos históricos e legais da Política Nacional de Segurança Alimentar
PACTO DE APRIMORAMENTO DA GESTÃO ESTADUAL SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL
PACTO DE APRIMORAMENTO DA GESTÃO ESTADUAL SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL A Gestão proposta pelo SUAS pauta-se no Pacto Federativo onde devem ser atribuídas e detalhadas as competências e responsabilidades
CENTRO DE REFERÊNCIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL- CRAS JARDIM CARVALHO PONTA GROSSA- PARANÁ
CENTRO DE REFERÊNCIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL- CRAS JARDIM CARVALHO PONTA GROSSA- PARANÁ PACHECO, Flávia Sacchelli (estágio I), e-mail: [email protected] PUCHTA, Tiago Messias Torres (estágio
FOME ZERO. VI Encontro Nacional dos Coordenadores Estaduais e Centros Colaboradores em Alimentaçã. ção CGPAN/MS/Brasília
FOME ZERO VI Encontro Nacional dos Coordenadores Estaduais e Centros Colaboradores em Alimentaçã ção e Nutriçã ção CGPAN/MS/Brasília lia-df Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Abril/2006
A visão empresarial da nova institucionalidade
Inovação Tecnológica e Segurança Jurídica A visão empresarial da nova institucionalidade José Ricardo Roriz Coelho Diretor Titular Departamento de Competitividade e Tecnologia DECOMTEC Presidente Suzano
Pretendemos aqui esclarecer cada um dos principais marcos e instrumentos legais de SAN no Brasil, bem como apresentar suas inter relações.
LEI, POLÍTICA, PLANO E SISTEMA DE SAN Pretendemos aqui esclarecer cada um dos principais marcos e instrumentos legais de SAN no Brasil, bem como apresentar suas inter relações. 22 4. LEI, POLÍTICA, PLANO
Explicando o Bolsa Família para Ney Matogrosso
Pragmatismo Político, 14 de maio de 2014 Explicando o Bolsa Família para Ney Matogrosso Criticado por Ney Matogrosso e peça da campanha de Aécio, Campos e Dilma, benefício é pago para 14 milhões de famílias.
PROGRAMA DE ERRADICAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL NO ÂMBITO DO PLANO BRASIL SEM MISÉRIA
PROGRAMA DE ERRADICAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL NO ÂMBITO DO PLANO BRASIL SEM MISÉRIA Estrutura da Fala 1. O PETI no âmbito do Plano Brasil Sem Miséria 2. O PETI na perspectiva do Sistema Único de Assistência
Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Programa Bolsa Família
Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Programa Bolsa Família Brasil na América do Sul População: 175 milhões Área: 8.514.215,3 km² 26 estados e DF 5.562 municípios População pobre: em torno
Nossa pauta de conversa hoje é
Nossa pauta de conversa hoje é DEBATER A POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL AO ABRIGO DA POLÍTICA DE SEGURIDADE SOCIAL, ENTENDENDO QUE É NECESSÁRIO ENTENDER QUE POLÍTICA SOCIAL É CIDADANIA. ISAURA ISOLDI CIDADANIA
Governo de Mato Grosso Secretaria de Estado de Planejamento e Coordenação Geral Superintendência de Planejamento Coordenadoria de Avaliação
Governo de Mato Grosso Secretaria de Estado de Planejamento e Coordenação Geral Superintendência de Planejamento Coordenadoria de Avaliação ET CA/SP/SEPLAN nº 02/2013 Evolução da extrema pobreza em Mato
MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME. Cooperação Internacional com os países Africanos
MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME Cooperação Internacional com os países Africanos Setembro/2012 DIRETRIZES DA POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA 1. Baseada em valores clássicos: promoção
PROJETO DE INTERVENÇÃO: O APROVEITAMENTO INTEGRAL ALIMENTAR
FACULDADE SALESIANA DE VITÓRIA GRADUAÇÃO EM SERVIÇO SOCIAL KARLA FRANCINE MOREIRA DE JESUS(MB) ARQUIVO DISPONIBILIZADO NA BIBLIOTECA VIRTUAL DO PROJETO REDESAN Título: Projeto de Intervenção: O Aproveitamento
CAPÍTULO III DO FINANCIAMENTO
PROJETO DE LEI Institui o Plano Estadual de Cultura da Bahia e dá outras providências. O GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA, faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO
Entre o Suas e o Plano Brasil sem Miséria: Os Municípios Pactuando Caminhos Intersetoriais. 14º Encontro Nacional do Congemas
Entre o Suas e o Plano Brasil sem Miséria: Os Municípios Pactuando Caminhos Intersetoriais 14º Encontro Nacional do Congemas Plano deve ser visto como uma marca que explicita o compromisso com a intrínseca
Resultados do Serviço Preparação para o Primeiro Emprego
Resultados do Serviço Preparação para o Primeiro Emprego Ano 2014 Administração: Rodrigo Antônio de Agostinho Mendonça Secretária do Bem Estar Social: Darlene Martin Tendolo Diretora de Departamento: Silmaire
Educação em Tempo Integral M A R Ç O / A N G É L I C A D E A. M E R L I A U L A 2
Educação em Tempo Integral 1 M A R Ç O / 2 0 1 8 A N G É L I C A D E A. M E R L I A U L A 2 Diretrizes gerais da educação em tempo integral 2 De acordo com Paro (2005): além de ser dever do Estado, a universalização
Projeto Movimento ODM Brasil 2015 Título do Projeto
Título do Projeto Desenvolvimento de capacidades, de justiça econômica sustentável e promoção de boas práticas para alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio no Brasil. Concepção Estabelecimento
Programa Social. Eixo Cidadania e Direitos Humanos. Criança e Adolescente. Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres
Programa Social Eixo Cidadania e Direitos Humanos Criança e Adolescente Secretaria Especial dos Direitos Humanos Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Ministério da Educação Ministério
MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE SECRETARIA ESPECIAL DE SAÚDE INDÍGENA
MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE SECRETARIA ESPECIAL DE SAÚDE INDÍGENA ORIENTAÇÕES PARA O ACOMPANHAMENTO DAS CONDICIONALIDADES DE SAÚDE DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA DE FAMÍLIAS INDÍGENAS
MANDATOS DECORRENTES DA SEXTA CÚPULA DAS AMÉRICAS. As Chefes e os Chefes de Estado e de Governo das Américas nos comprometemos a:
SEXTA CÚPULA DAS AMÉRICAS OEA/Ser.E 14 a 15 de abril de 2012 CA-VI/doc.6/12 Rev.2 Cartagena das Índias, Colômbia 23 maio 2012 Original: espanhol MANDATOS DECORRENTES DA SEXTA CÚPULA DAS AMÉRICAS As Chefes
MINUTA DIRETRIZES PARA MOBILIZAÇÃO E PARTICIPAÇÃO SOCIAL NO CONTROLE DA DENGUE.
MINUTA DIRETRIZES PARA MOBILIZAÇÃO E PARTICIPAÇÃO SOCIAL NO CONTROLE DA DENGUE. INTRODUÇÃO O planejamento e a implementação da política de saúde pressupõe a interface entre governo e sociedade, por meio
PRONATEC BSM DE MUNICÍPIO DA REGIÃO NORTE DO CEARÁ: MOBILIZAÇÃO DO PÚBLICO EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE
03579 PRONATEC BSM DE MUNICÍPIO DA REGIÃO NORTE DO CEARÁ: MOBILIZAÇÃO DO PÚBLICO EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE RESUMO SOCIAL Mariana Lira Ibiapina (UVA) [email protected] Mariana De Vasconcelos
II CONFERÊNCIA ESTADUAL DAS CIDADES
II CONFERÊNCIA ESTADUAL DAS CIDADES PROPOSTAS PRIORITÁRIAS: 1. PARTICIPAÇÃO E CONTROLE SOCIAL Criar o Conselho Estadual da cidade e apoiar a criação dos conselhos municipais, de forma paritária, de caráter
MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME SECRETARIA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. Ações da Secretaria Nacional de
Ações da Secretaria Nacional de Assistência Social - MDS CONSTITUIÇÃO FEDERAL 1988 Art. 194 A Seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos poderes públicos e da sociedade,
AGENDA PARA INTENSIFICAÇÃO DA ATENÇÃO NUTRICIONAL À DESNUTRIÇÃO INFANTIL (e estímulo ao desenvolvimento infantil)
MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA COORDENAÇÃO-GERAL DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO AGENDA PARA INTENSIFICAÇÃO DA ATENÇÃO NUTRICIONAL À DESNUTRIÇÃO INFANTIL (e
Territórios de atuação do PGI no Pará
Projeto - Pará Territórios de atuação do PGI no Pará Itaituba 97 mil Habitantes - Distrito de Miritituba - Distrito de Campo Verde Barcarena 99 mil Habitantes - Vila Itupanema - Vila Nova / Vila União
informativo Destaque 0800-2855885 0800-2855885 EDIÇÃO Nº4- JANEIRO/2014
EDIÇÃO Nº4- JANEIRO/2014 Expediente Publicação da Gerência de Comunicação Social da Secretaria Municipal de Políticas Sociais da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte- Jornalista Responsável: Sérgio Lacerda
SUAS E AS DESIGUALDADES REGIONAIS: GESTÃO E FINANCIAMENTO REGIÃO CENTRO-OESTE. RIO VERDE, 03 e 04 de abril de 2013
Encontro Regional CONGEMAS SUAS E AS DESIGUALDADES REGIONAIS: GESTÃO E FINANCIAMENTO REGIÃO CENTRO-OESTE RIO VERDE, 03 e 04 de abril de 2013 Cadastro Único e Vigilância Socioassistencial A Vigilância socioassistencial
Liga Nacional Contra a Fome
Liga Nacional Contra a Fome IPSS de Utilidade Pública PLANO DE ATIVIDADES 2016-2019 E ORÇAMENTO 2016 NOVEMBRO 2015 Liga Nacional Contra a Fome IPSS de Utilidade Pública A Liga Nacional Contra a Fome é
A Importância da Gestão do Pronatec como Estratégia de Inclusão Social e Produtiva
A Importância da Gestão do Pronatec como Estratégia de Inclusão Social e Produtiva Belo Horizonte, outubro de 2015 Estratégias do Plano Mapa da Pobreza Aumento das capacidades e oportunidades Garantia
LEI N 878, DE 12 DE AGOSTO DE 1997
LEI N 878, DE 12 DE AGOSTO DE 1997 DISPÕE SOBRE O PLANO PLURIANUAL DO MUNICÍPIO DE CIRÍACO, PARA O PERÍODO DE 1998 A 2001. O PREFEITO MUNICIPAL DE CIRÍACO, Estado do Rio Grande do Sul, FAÇO SABER que a
Pobreza multidimensional: Um proposta instrumental para desenho e avaliação de políticas para sua superação
Pobreza multidimensional: Um proposta instrumental para desenho e avaliação de políticas para sua superação Paulo Jannuzzi Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação SAGI/MDS www.mds.gov.br/sagi www.mds.gov.br/sagi
Proteção Social na Cidade de São Paulo
Proteção Social na Cidade de São Paulo Programas: São Paulo Protege Ação Família viver em comunidade Floriano Pesaro São Paulo uma cidade muito desigual Foto: Luiz Arthur Leirão Vieira (Tuca Vieira) -
O SUAS e o Plano Brasil Sem Miséria 1
PLANO ESTADUAL DE CAPACITAÇÃO CONTINUADA DE RECURSOS HUMANOS PARA A ÁREA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL O SUAS e o Plano Brasil Sem Miséria 1 Estrutura do SUAS no Plano Brasil Sem Miséria Secretarias Estaduais
Dicas para a Transição no seu Município
Dicas para a Transição no seu Município 1. Cartilha Brasil Sem Miséria Para auxiliar a gestão municipal na superação da extrema pobreza, o MDS construiu a cartilha Brasil Sem Miséria no seu Município.
EIXO I O PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO E O SISTEMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ORGANIZAÇÃO E REGULAÇÃO. x1 1 x x x. x1 x x x
EIXO I O PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO E O SISTEMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ORGANIZAÇÃO E REGULAÇÃO 77. Tendo em vista a construção do PNE e do SNE como política de Estado, são apresentadas, a seguir, proposições
10434/16 mc/ap/ip 1 DG B 3A
Conselho da União Europeia Bruxelas, 17 de junho de 2016 (OR. en) 10434/16 RESULTADOS DOS TRABALHOS de: para: Secretariado-Geral do Conselho Delegações SOC 419 EMPL 278 ECOFIN 630 SAN 271 EDUC 243 n.º
Programa Bolsa Família e Cadastro Único para Programas Sociais
Programa Bolsa Família e Cadastro Único para Programas Sociais Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal 36% dos brasileiros Renda mensal per capita de até ½ salário mínimo Renda familiar
Gestão Pública Democrática
Gestão Pública Democrática Apoio Parceria Coordenação Técnica Iniciativa Gestão Pública Democrática Conceito de gestão Tem origem na palavra latina gestione que se refere ao ato de gerir, gerenciar e administrar.
Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional SISVAN WEB Vilma Ramos de Cerqueira Gestão em Sistemas de Saúde
Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional SISVAN WEB Vilma Ramos de Cerqueira Gestão em Sistemas de Saúde OBJETIVOS DO SISVAN I -Fornecer informação contínua e atualizada sobre a situação alimentar
Juventude e Políticas Públicas em Salvador
Juventude e Políticas Públicas em Salvador Taís de Freitas Santos, Representante Auxiliar Fundo de População das Nações Unidas www.unfpa.org.br Salvador, Junho de 2013 Marco Teórico do UNFPA Nosso objetivo
Seminário Internacional Trabalho Social em Habitação: Desafios do Direito à Cidade. Mesa 2: AGENTES PÚBLICOS, NORMATIVOS E DIREÇÃO DO TRABALHO SOCIAL
Seminário Internacional Trabalho Social em Habitação: Desafios do Direito à Cidade Mesa 2: AGENTES PÚBLICOS, NORMATIVOS E DIREÇÃO DO TRABALHO SOCIAL Elzira Leão Trabalho Social/DHAB/DUAP/SNH Ministério
PLANOS DE ASSISTÊNCIA SOCIAL - PAS
Universidade do Sul de Santa Catarina UNISUL Especialização em Gestão Social de Políticas Públicas PLANOS DE ASSISTÊNCIA SOCIAL - PAS Janice Merigo Docente UNISUL Assistente Social FECAM [email protected]
A situação da Seguridade Social no Brasil
A situação da Seguridade Social no Brasil Audiência Pública Comissão de Seguridade Social e Família CSSF Câmara dos Deputados, 16/08/2011 Álvaro Sólon de França Presidente do Conselho Executivo da ANFIP
1 1 Considerações iniciais quanto ao Programa Nacional de Promoção do Acesso ao Mundo do Trabalho Acessuas Trabalho.
PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE O PROGRAMA ACESSUAS TRABALHO (versão Atualizado em 19.12.2016) 1 1 Considerações iniciais quanto ao Programa Nacional de Promoção do Acesso ao Mundo do Trabalho Acessuas Trabalho.
EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO Meta 8. Elevar a escolaridade média da população de 18 (dezoito) anos ou mais, de modo a alcançar, no mínimo, 12 (doze) anos de estudo no último
2. SEGURIDADE SOCIAL NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL
SEGURIDADE SOCIAL 1. DEFINIÇÃO Conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à Previdência e à Assistência Social
Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE. Audiência Pública para construção de Unidades Escolares Padronizadas.
Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE Audiência Pública para construção de Unidades Escolares Padronizadas Proinfância B e C Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE O FNDE é
PALESTRANTE: CARLOS MARUN SEJAM BEM VINDOS
PALESTRANTE: CARLOS MARUN SEJAM BEM VINDOS CARLOS MARUN - Deputado Estadual de Mato Grosso do Sul; - Ex secretário de Estado de Habitação e das Cidades de Mato Grosso do Sul; - Foi Presidente do Fórum
EIXO I O PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO E O SISTEMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ORGANIZAÇÃO E REGULAÇÃO
OBS.: Alterações propostas por MG e PR e assumidas pelo Grupo de Trabalho do Eixo I foram marcadas em AMARELO, novas propostas formuladas e incluídas na plenária do dia 24/04/2013 foram marcadas em AZUL
Avanços e desafios na implantação de ações de SAN e no o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional
Oficina Técnica do Edital CNPq/MDS -24/2013 09/04/2014 Avanços e desafios na implantação de ações de SAN e no o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional Ministério do Desenvolvimento Social
